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Universalmente desprezados, os fofoqueiros são vistos como egoístas que se valem das intrigas para prejudicar alguém ou obter algum ganho pessoal, seja na escola, no trabalho ou mesmo na família – uma falha de caráter condenável. Até agora.

Isso porque um estudo de pesquisadores do Knox College, em Illinois, constatou que a fofoca pode ser também uma habilidade de socialização, pois, segundo seus autores, a preocupação sobre os outros remonta aos tempos pré-históricos da sociedade, quando a sobrevivência em grupos pequenos era crucial. Quem é confiável? O que pensa ele? No ambiente de trabalho, por exemplo, essas informações podem ser fundamentais para direcionar uma carreira.

Por isso o “fofoqueiro do bem”, que fornece esse tipo de informação sobre seus pares sem agir assim para obter ganhos individuais, acaba se tornando influente. Ao fazer essas revelações, ele estaria demonstrando a confiança de que você não as passará adiante, mas as utilizará apenas como orientação.

Do outro lado, diz o estudo, o colega que evita falar sobre os outros acaba marginalizado pelo grupo, que não confia nele pelo fato de nunca expressar opiniões ou dar informações interessantes.

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